Arquivos de Categoria: Prosas & Versos

Dama da Noite

Dama da Noite Praça molhada, ao meio do instante instaura o invólucro do verso. Inversão, para a fluida manhã. Chove muito. Folhagens, linguagens, variações da intimidade exterior. Ruídos de ventos, em árvores e arbustos cedem ritmo, ao coral da musa aquosa que cai. Choram de charme, as verduras e brancuras do cenário. A dama da […]

A história de verdade e sua invenção

Certa vez, uma avó propôs aos três netos, de idades entre 5 e 7 anos, contar uma história. O dia tinha sido longo de brincadeiras, passeios e estripulias diversas, e era hora de dormirem. Animaram-se todos com a ideia da história, acomodaram-se e, em seguida, um dos meninos iniciou o seguinte diálogo: “Mas vovó, a […]

O seu, o nosso… livro de papel!

O seu, o nosso… livro de papel!   Ei! Que tal virar as folhas para lá e para cá? …molhar a pontinha do dedo Apalpar a textura da página… Aspirar… Hum… odor delicado! Esses velhos registros, amados da memória…   Folheadores profissionais, são visitantes fieis para o livro, esta árvore de grafos onde se confabula […]

Entrevista para a Editora Pragmatha

Para Sandra Veroneze   Pragmatha: Você já esteve em crise com seu ‘papel existencial: escritora’? Francirene Gripp: Sim! Aliás, parece que este estado de crise faz parte de mim.   Pragmatha: Muitas pessoas têm nos livros uma companhia, uma forma de fugir da dura realidade, ou uma ferramenta para, através da imaginação, desbravar novos mundos, […]

Poema “Arma Palavra” – Publicação Revista Odisséia Literária

POEMAS ARMA PALAVRA France Gripp Um menino de onze anos empunha uma arma e atira. Um policial empunha uma arma e atira contra um menino. Um pai e uma mãe empunham uma arma e atiram contra meninos. Muitos meninos empunham armas e atiram contra pais, mães e outros meninos. Mas logo ali, meninos se atiram […]

DO MEDO

Esse tempo, hoje, esse tempo essa face claramente escura dos desejos esse espaço, este espaço transitado de metáforas se repete, se repete, se repete O medo narrativa sem descanso, sem descanso em remoinho em rumorejos em sobrevôo em sobre nadas O medo, o medo Atravessa esse outro eu à lâmina, à punhalada esse lugar, este […]

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