Esse tempo, hoje, esse tempo
essa face
claramente escura dos desejos
esse espaço, este espaço
transitado de metáforas
se repete, se repete, se repete
O medo
narrativa sem descanso, sem descanso
em remoinho em rumorejos
em sobrevôo em sobre nadas
O medo, o medo
Atravessa
esse outro eu à lâmina, à punhalada
esse lugar, este lugar
o coração cruento
o coração cruento, coletivo e solitário
este tempo
de todos os possíveis
cara a cara, com o medo.

***

AMARELO AMOR

O sol na planície lança chamas
ao coração incendiário.

Guia o olhar, a luz da paisagem
que em pó e ouro
de nuvens levantadas,
encobre a rebelião.

Entre arvoredos, encontra um veio
o amarelo amor,
subterrânea força
de passagem.

Queima-se a memória.

Insólito e bruto diamante
ao fim resulta
dourado de paixão.

fonte: http://alacib.blogspot.com/2010/02/academia-de-letras-do-brasil-mariana_08.html

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